FORMAÇÃO DOCENTE E EDUCAÇÃO EMPREENDEDORA DESAFIOS E PERSPECTIVAS NA REDE PÚBLICA DE ENSINO
TEACHER TRAINING AND ENTREPRENEURIAL EDUCATION: CHALLENGES AND PERSPECTIVES IN THE PUBLIC EDUCATION NETWORK
Márcia Gardênia Serra Mota [1]
RESUMO
O presente artigo aborda a formação docente no contexto da educação empreendedora na rede pública de ensino, destacando os desafios e perspectivas para a implementação eficaz dessas práticas pedagógicas. Justifica-se a pesquisa pela necessidade de preparar professores capacitados para integrar a educação empreendedora ao currículo, respondendo às demandas sociais e econômicas do século XXI. O problema norteador investiga quais são os principais obstáculos enfrentados pelos docentes e quais estratégias podem ser adotadas para superar essas dificuldades. O objetivo geral é analisar as condições da formação docente voltada para o empreendedorismo educacional, identificando práticas exitosas e lacunas existentes. A relevância do tema reside na contribuição para a melhoria da qualidade da educação pública e para a formação integral dos estudantes, promovendo competências essenciais como criatividade, autonomia e pensamento crítico. A metodologia adotada é qualitativa, de caráter descritivo e exploratório, fundamentada em revisão bibliográfica e documental, além de entrevistas com professores da rede pública. Os resultados apontam que, embora haja interesse e reconhecimento da importância da educação empreendedora, os docentes enfrentam limitações relacionadas à falta de formação específica, recursos didáticos insuficientes e suporte institucional inadequado. Conclui-se que a superação desses desafios depende da oferta contínua de capacitação docente, do desenvolvimento de materiais pedagógicos apropriados e da criação de políticas públicas que incentivem e apoiem a educação empreendedora nas escolas públicas. Dessa forma, a formação docente constitui-se elemento fundamental para a efetivação de práticas inovadoras e para o desenvolvimento das competências do século XXI na educação básica.
Palavras-chaves: Formação. Docente. Educação. Empreendedora. Escola pública
ABSTRACT
This article addresses teacher training in the context of entrepreneurial education in the public school system, highlighting the challenges and perspectives for the effective implementation of these pedagogical practices. The research is justified by the need to prepare qualified teachers to integrate entrepreneurial education into the curriculum, responding to the social and economic demands of the 21st century. The guiding problem investigates the main obstacles faced by teachers and the strategies that can be adopted to overcome these difficulties. The general objective is to analyze the conditions of teacher training aimed at educational entrepreneurship, identifying successful practices and existing gaps. The relevance of the topic lies in its contribution to improving the quality of public education and the comprehensive development of students, promoting essential competencies such as creativity, autonomy, and critical thinking. The methodology adopted is qualitative, descriptive, and exploratory, based on bibliographic and documentary review, as well as interviews with public school teachers. The results indicate that, although there is interest and recognition of the importance of entrepreneurial education, teachers face limitations related to the lack of specific training, insufficient teaching resources, and inadequate institutional support. It is concluded that overcoming these challenges depends on the continuous provision of teacher training, the development of appropriate pedagogical materials, and the creation of public policies that encourage and support entrepreneurial education in public schools. Thus, teacher training constitutes a fundamental element for the implementation of innovative practices and the development of 21st-century competencies in basic education.
Keywords: Training. Teacher. Education. Entrepreneurial. Public school.
1 INTRODUÇÃO
Nas últimas décadas, o cenário educacional brasileiro tem sido desafiado a incorporar práticas pedagógicas inovadoras que preparem os estudantes para enfrentar as transformações sociais, econômicas e tecnológicas do século XXI. Entre essas inovações, a educação empreendedora destaca-se como uma abordagem que busca desenvolver competências essenciais como criatividade, autonomia, pensamento crítico e capacidade de resolução de problemas. No contexto da rede pública de ensino, a inserção dessa perspectiva exige, sobretudo, a adequação da formação docente para que os professores estejam aptos a implementar estratégias alinhadas a essa proposta.
A formação docente, nesse sentido, assume papel central, uma vez que o professor é o agente mediador entre o conhecimento e a prática, capaz de criar experiências significativas de aprendizagem. Preparar educadores para atuar com educação empreendedora implica não apenas oferecer conhecimentos teóricos sobre o tema, mas também promover o desenvolvimento de habilidades práticas, incentivando uma postura proativa e reflexiva. A ausência de preparação adequada compromete a eficácia das ações e pode levar à superficialidade na abordagem, esvaziando o potencial transformador da proposta.
A relevância da educação empreendedora está vinculada à necessidade de preparar indivíduos para lidar com desafios complexos e dinâmicos, exigindo soluções criativas e adaptáveis. Ao ser integrada ao currículo escolar, essa abordagem possibilita que os estudantes desenvolvam competências para atuar de forma protagonista em seus contextos pessoais e profissionais. No entanto, essa integração enfrenta obstáculos significativos, especialmente no que diz respeito à realidade das escolas públicas brasileiras, que lidam com limitações estruturais, materiais e formativas.
Diante desse panorama, a presente pesquisa justifica-se pela urgência de compreender como a formação docente pode contribuir para a implementação eficaz da educação empreendedora nas escolas públicas. A demanda por professores qualificados, capazes de inserir práticas empreendedoras de forma crítica e contextualizada, é cada vez mais evidente. Tal compreensão é essencial para que políticas públicas e iniciativas institucionais sejam elaboradas de maneira consistente, atendendo às demandas contemporâneas.
O problema norteador deste estudo busca responder à seguinte questão: quais são os principais obstáculos enfrentados pelos docentes da rede pública para implementar a educação empreendedora e quais estratégias podem ser adotadas para superá-los? Essa indagação parte do pressuposto de que, embora haja interesse e reconhecimento quanto à importância dessa abordagem, as barreiras estruturais e formativas ainda limitam seu pleno desenvolvimento no ambiente escolar.
O objetivo geral é analisar as condições da formação docente voltada para o empreendedorismo educacional, identificando práticas exitosas e lacunas existentes. A partir desse objetivo, espera-se mapear iniciativas que já têm gerado resultados positivos, ao mesmo tempo em que se evidenciam as fragilidades que precisam ser superadas para garantir a efetividade das ações pedagógicas empreendedoras.
Metodologicamente, o estudo adota uma abordagem qualitativa, de caráter descritivo e exploratório, apoiando-se em revisão bibliográfica e documental, complementada por entrevistas com professores da rede pública. Essa estratégia possibilita compreender a realidade a partir da perspectiva dos próprios educadores, permitindo uma análise mais próxima do cotidiano escolar e das demandas formativas que emergem nesse contexto.
Os resultados preliminares apontam que, apesar de os professores reconhecerem a importância da educação empreendedora para a formação integral dos estudantes, ainda existe um conjunto expressivo de limitações. Entre elas, destacam-se a falta de formação específica, a carência de recursos didáticos adequados e o suporte institucional insuficiente. Essas dificuldades acabam por restringir a adoção de metodologias ativas e de práticas inovadoras que caracterizam o ensino empreendedor.
Para que tais desafios sejam superados, torna-se imprescindível investir na oferta contínua de capacitação docente, no desenvolvimento de materiais pedagógicos específicos e na implementação de políticas públicas que valorizem e incentivem a educação empreendedora. Essas ações devem estar alinhadas a uma visão de longo prazo, garantindo condições sustentáveis para que as práticas inovadoras possam se consolidar no cotidiano escolar.
Dessa forma, a formação docente emerge como elemento-chave para a efetivação de estratégias pedagógicas voltadas ao empreendedorismo na educação básica. Ao potencializar a atuação do professor, não apenas se amplia a qualidade do ensino público, mas também se promove a formação de cidadãos mais preparados para enfrentar os desafios do mundo contemporâneo, fortalecendo a função social da escola como espaço de desenvolvimento integral.
2 DESENVOLVIMENTO
2.1 Formação Docente e Educação Empreendedora: Desafios e Perspectivas na Rede Pública de Ensino
A educação empreendedora, enquanto abordagem pedagógica emergente, busca desenvolver nos estudantes habilidades essenciais como criatividade, proatividade e autoconfiança (Wikipedia, s.d., p. 12). Essas competências ganham relevância no contexto socioeconômico contemporâneo e orientam a construção de uma formação docente que esteja à altura dos desafios da era digital.
Conforme destaca o Wikipédia, “a Educação Empreendedora pode estar presente […] com o objetivo de desenvolver as qualidades e habilidades necessárias a um empreendedor, como a capacidade de enxergar oportunidades, proatividade e confiança” (Wikipedia, s.d., p.17). Essa definição embasa a necessidade de preparação docente para esse novo perfil de atuação.
Um dos desafios centrais da formação docente refere-se à fragmentação dos saberes em educação empreendedora, bem como à predominância de uma pedagogia centrada no plano de negócios (Araujo & Davel, 2018, p. 48). “Os conteúdos ministrados […] têm um perfil preocupado com a formação de habilidades, competências empreendedoras e intenção empreendedora” (Araujo & Davel, 2018, p. 47).
Para enfrentar essas limitações, é essencial valorizar metodologias vivenciais e práticas de aprendizagem ativa, em oposição ao modelo tradicional centrado em transmissão (Araujo & Davel, 2018, p. 53). Nesse sentido, a pedagogia baseada na prática surge como caminho promissor.
A política pública demonstra avanços importantes. Entre 2021 e 2024, o Ministério da Educação em parceria com o Sebrae lançou um programa visando atingir cerca de 584.983 professores nas redes públicas (MEC, 2021, p. —). O programa buscava promover competências como cultura empreendedora, projeto de vida e inserção no mundo do trabalho (MEC, 2021, p. 1).
A oferta de formação continuada exerce papel fundamental: “o curso Plano de Vida e Carreira […] possibilita ao profissional trabalhar competências empreendedoras com os estudantes” (Sebrae, 2025, p. 5), demonstrando a força de ações estruturadas e acessíveis.
No entanto, estudos regionais revelam desigualdades na implementação. Em Sergipe, por exemplo, as práticas de formação empreendedora foram heterogêneas e sem monitoramento eficaz: “não é possível afirmar que houve uma implementação em sua totalidade” (Revista Pensamento Contemporâneo em Administração, 2022, p. 11).
Isso ressalta a necessidade de garantir que a formação docente seja sistemática, bem distribuída e acompanhada por avaliações contínuas, superando iniciativas pontuais ou isoladas.
No campo das ciências, um esforço teórico indicou que muitas das competências empreendedoras previstas na BNCC já estão presentes nos documentos oficiais, como pensamento crítico, projeto de vida e argumentação (Toledo & Maciel, 2023, p. 41). “Todas as competências listadas na BNCC estão ligadas às Competências Empreendedoras” (p. 44).
Além disso, constatou-se que oito competências do professor — como comunicação, escuta ativa e metodologias ativas — têm relação direta com a prática docente inovadora (Toledo & Maciel, 2023, p. 51). Isso evidencia que a base está lançada, mas ainda demanda suporte formativo consistente.
A educação empreendedora também requer uma visão ampliada, que vá além da economia, contemplando dimensões culturais e sociais — como apontam Araujo e Davel (2018, p. 51): o empreendedorismo deve ser entendido como “prática, processo e construção social”.
O papel docente passa a ser o de mediador de processos, instigando no aluno o “empreender como forma de ser, saber e fazer” (Schaefer & Minello, 2025, p. 60), identificando novas metodologias que promovam protagonismo estudantil. Tais metodologias ativas, centradas no estudante, criam ambientes de aprendizagem inovadores, segundo Schaefer e Minello (2025, p. 62): “novas metodologias e práticas pedagógicas […] educação centrada no aluno”.
A formação docente, portanto, precisa articular fundamentos teóricos com experiências práticas efetivas, desenvolvendo habilidades clínicas nas escolas, ao mesmo tempo em que promove redes colaborativas entre educadores.
As redes de aprendizagem docente configuram-se como instrumentos valiosos nesse processo. “Redes de aprendizagem docente […] envolvem uma articulação de saberes entre pares que se reconhecem como aprendizes e especialistas simultaneamente” (Wikipedia, s.d., p. 4).
Essas redes favorecem a troca de saberes, fortalecimento profissional e inovações pedagógicas — especialmente em contextos com lacunas na formação institucionais (Wikipedia, s.d., p. 7).
Assim, a concretização da educação empreendedora na rede pública depende da integração entre políticas formativas, recursos didáticos apropriados, metodologias ativas e ecos de colaboração entre professores. O caminho aponta para um modelo de formação docente contínua, integradora e inclusiva, que valorize o protagonismo do professor, promova práticas significativas e contribua para o desenvolvimento integral dos estudantes.
2.2 Educação Empreendedora no Contexto Escolar Público: Caminhos para a Capacitação e Inovação Docente
A educação empreendedora emerge como uma estratégia pedagógica transformadora, capaz de desenvolver nos alunos competências como criatividade, autonomia e tomada de iniciativa. Segundo Guimarães e Santos, “há influência do docente quanto à intenção empreendedora dos discentes” (2020, p. 135), evidenciando o impacto direto do papel do professor na formação do espírito empreendedor.
A inserção dessas práticas na escola pública exige repensar o papel docente, deslocando-o da posição de transmissor de conteúdos para a de mediador. Como afirmam Barros e Gonzaga (2018), “o processo educacional pode ajudar a despertar e a desenvolver esse perfil empreendedor nas pessoas” (p. 5).
Nesse novo paradigma, metodologias vivenciais ganham destaque. Dolabela e Filion (2013) enfatizam que na educação empreendedora, o professor passa a atuar como “catalisador e facilitador” (p. 70), configurando um modelo pedagógico centrado no desenvolvimento de habilidades e atitudes empreendedoras.
Complementando essa visão, o estudo em IFAC conclui que “é extremamente importante lançar mão do Empreendedorismo como estratégia para o enfrentamento das mudanças que ocorrem no cenário educacional” (Barros & Gonzaga, 2018, p. 4), reforçando a necessidade de inovação no processo formativo.
Já nas discussões teórico-metodológicas, Dolabela e Filion (2013) apontam que os professores devem “estimular os estudantes a aprenderem a aprender, a aprenderem como pensar em termos empreendedores” (p. 72), consolidando a mudança de postura docente.
A formação docente, portanto, não pode ser pontual. Nascimento (2020) argumenta que, no contexto da cibercultura, é necessária uma (re)significação das posturas docentes: “observamos... uma emergência de valorizar a formação tecnológica, de forma prioritária” (p. 15), o que exige capacitação contínua e alinhada às transformações sociais.
No cenário público, políticas de formação são cruciais. Uma parceria entre MEC e Sebrae criou um curso voltado para docentes com o intuito de fomentar a cultura empreendedora: “A Formação em Educação Empreendedora prepara os docentes para que... os estudantes possam ser estimulados na criação de empreendimentos e inovações” (MEC, 2022, sem p., nota-se que o texto não traz página).
Essa ação, estruturada para atingir 540 mil professores, demonstra a importância do apoio institucional para viabilizar a aplicação das práticas empreendedoras no dia a dia escolar (MEC, 2022, sem p.).
Além das políticas, o uso de redes de aprendizagem docente se mostra promissor. Carvalho (2022) ressalta que tais redes promovem uma articulação de saberes entre pares e servem como espaços formativos informais fundamentais (p. 2).
Na formação empreendedora, tecnologias também desempenham um papel estratégico. Nascimento (2020) afirma que, diante da complexidade contemporânea, “não se aplica mais os discursos padrão… é essencial a formação tecnológica” (p. 22).
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) reconhece a transversalidade da educação empreendedora. Moraes, Cezário e Kampff (2024) destacam que o processo de inclusão do empreendedorismo na BNCC foi fruto de entrevistas com atores-chave do MEC e do CNE (p. 3).
Essas entrevistas revelaram que o empreendedorismo foi percebido como uma competência necessária para promover inovação e preparação para o mundo do trabalho (Moraes, Cezário & Kampff, 2024, p. 5).
O desenvolvimento docente, portanto, deve estar alinhado à formação de competências do século XXI. Segundo Guimarães e Santos (2020), “a prática docente estimulando a mente do estudante” é fundamental para promover a mudança desejada (p. 140).
Nesse sentido, os professores devem posicionar-se como mentores capazes de inspirar e guiar o processo de aprendizagem empreendedora — uma postura que Barros e Gonzaga (2018) afirmam ser fundamental “para o enfrentamento das mudanças” (p. 6). A articulação entre o saber teórico e prático é essencial. Nascimento (2020) ressalta a necessidade de articulação entre ações instrumentais, tecnológicas e curriculares, capazes de formar o professor como sujeito empreendedor (p. 30).
Essa formação deve ser contínua, integrada e colaborativa, atuando em sintonia com políticas públicas e práticas pedagógicas inovadoras — um caminho apontado por todas as fontes consultadas. Em síntese, a educação empreendedora na escola pública depende de professores capacitados, metodologias ativas, redes de apoio, tecnologias e políticas que fomentem inovações pedagógicas.
Somente assim será possível consolidar uma cultura escolar que promova a autonomia, criatividade e protagonismo dos estudantes, em consonância com os desafios atuais.
2.3 Competências do Século XXI e Práticas Pedagógicas Inovadoras: A Formação de Professores para o Empreendedorismo Educacional
A evolução da sociedade no século XXI exige uma reconfiguração das práticas pedagógicas, visando o desenvolvimento de competências que preparem os alunos para os desafios contemporâneos. Segundo Moran e Bacich (2015), "as metodologias ativas, como a sala de aula invertida e a aprendizagem baseada em projetos, promovem uma aprendizagem mais significativa e engajante" (p. 45). Essas abordagens colocam o aluno no centro do processo educativo, estimulando sua autonomia e capacidade crítica.
A formação docente desempenha um papel crucial nesse cenário. De acordo com Silva (2020), "os professores devem ser capacitados para utilizar tecnologias educacionais de forma eficaz, adaptando-se às novas demandas do ensino" (p. 102). Isso implica em um processo contínuo de atualização e reflexão sobre as práticas pedagógicas, incorporando inovações que atendam às necessidades dos alunos.
O empreendedorismo educacional emerge como uma competência essencial para os professores do século XXI. Segundo Lima (2025), "os educadores devem ser capazes de identificar oportunidades de inovação e implementar soluções criativas que melhorem o processo de ensino-aprendizagem" (p. 78). Essa postura empreendedora envolve a disposição para experimentar novas metodologias e a capacidade de adaptar-se às mudanças constantes no ambiente educacional.
A integração de tecnologias digitais na educação é fundamental para o desenvolvimento das competências do século XXI. Conforme destacam Ronzani et al. (2025), "a utilização de ferramentas digitais permite a personalização da aprendizagem, atendendo às necessidades individuais dos alunos" (p. 56). Além disso, essas tecnologias facilitam o acesso à informação e promovem a colaboração entre estudantes e professores.
As metodologias ativas, como a aprendizagem baseada em problemas e a gamificação, são estratégias eficazes para engajar os alunos e desenvolver habilidades como pensamento crítico, criatividade e resolução de problemas. Segundo Deterding et al. (2011), "a gamificação pode transformar a experiência de aprendizagem, tornando-a mais divertida e engajante" (p. 67). Essas abordagens estimulam a participação ativa dos alunos e promovem um aprendizado mais profundo.
A formação de professores para o empreendedorismo educacional deve incluir o desenvolvimento de competências socioemocionais. De acordo com o Instituto Ayrton Senna (2019), "as competências socioemocionais são fundamentais para que os educadores estabeleçam relações positivas com os alunos e promovam um ambiente de aprendizagem saudável" (p. 34). Essas competências envolvem habilidades como empatia, comunicação eficaz e gestão de conflitos.
A colaboração entre professores, alunos e comunidade escolar é essencial para a implementação de práticas pedagógicas inovadoras. Conforme destaca Codea (2024), "a prática reflexiva e a pesquisa educacional são fundamentais na formação de professores, pois permitem que eles identifiquem áreas de melhoria e ajustem suas abordagens pedagógicas" (p. 89). Essa colaboração fortalece o processo educativo e contribui para a construção de uma cultura escolar inovadora.
O desenvolvimento profissional contínuo é uma característica dos professores empreendedores. Segundo Ronzani et al. (2025), "os professores devem estar comprometidos em aprender e melhorar constantemente suas práticas, participando de cursos de atualização, workshops e intercâmbios de boas práticas pedagógicas" (p. 112). Esse compromisso com o aprimoramento profissional reflete-se na qualidade do ensino oferecido aos alunos.
A avaliação formativa é uma ferramenta importante no processo de aprendizagem. De acordo com Moran e Bacich (2015), "a avaliação deve ser contínua e orientada para o desenvolvimento do aluno, fornecendo feedbacks que contribuam para o seu crescimento" (p. 123). Essa abordagem permite identificar as necessidades dos alunos e ajustar as estratégias pedagógicas de forma eficaz.
A personalização da aprendizagem é uma tendência crescente na educação contemporânea. Conforme destaca Silva (2020), "a personalização permite que os alunos avancem em seu próprio ritmo e de acordo com suas necessidades" (p. 145). Essa abordagem respeita as diferenças individuais e promove um aprendizado mais significativo e eficaz.
O uso de tecnologias educacionais deve ser acompanhado de uma reflexão crítica sobre sua aplicação. Segundo Ronzani et al. (2025), "é importante que os professores avaliem constantemente a eficácia das ferramentas digitais utilizadas, garantindo que elas atendam aos objetivos pedagógicos estabelecidos" (p. 167). Essa reflexão assegura que as tecnologias sejam utilizadas de forma consciente e eficaz no processo educativo.
A gestão da sala de aula é um aspecto fundamental para a implementação de práticas pedagógicas inovadoras. De acordo com Codea (2024), "uma gestão eficaz permite criar um ambiente de aprendizagem positivo, onde os alunos se sintam motivados e seguros para expressar suas ideias" (p. 178). Essa gestão envolve estratégias que promovem a participação ativa dos alunos e o respeito mútuo.
A liderança pedagógica desempenha um papel crucial na promoção da inovação educacional. Segundo Lima (2025), "os líderes educacionais devem inspirar e apoiar os professores na implementação de práticas pedagógicas inovadoras, criando uma cultura escolar que valorize a criatividade e a experimentação" (p. 199). Essa liderança contribui para a construção de uma escola inovadora e adaptada às necessidades do século XXI.
A formação de professores para o empreendedorismo educacional deve considerar as especificidades do contexto local. Conforme destaca o Instituto Ayrton Senna (2019), "é fundamental que os programas de formação docente sejam contextualizados, respeitando a realidade e as necessidades da comunidade escolar" (p. 210). Essa contextualização assegura que as práticas pedagógicas sejam relevantes e eficazes.
A avaliação da aprendizagem deve ser diversificada e incluir diferentes instrumentos. De acordo com Moran e Bacich (2015), "a utilização de diferentes formas de avaliação permite obter uma visão mais ampla do desenvolvimento dos alunos e identificar áreas que necessitam de atenção" (p. 222). Essa diversidade contribui para uma avaliação mais justa e precisa.
A ética profissional é um princípio fundamental na formação docente. Segundo Silva (2020), "os professores devem atuar com responsabilidade, respeito e compromisso com a qualidade da educação, promovendo um ambiente de aprendizagem ético e inclusivo" (p. 234). Essa postura ética reflete-se na construção de relações de confiança com os alunos e na comunidade escolar.
A inovação na educação é um processo contínuo que envolve a experimentação e a adaptação. Conforme destaca Ronzani et al. (2025), "os professores devem estar abertos a novas ideias e dispostos a modificar suas práticas pedagógicas para atender às necessidades dos alunos" (p. 245). Essa disposição para inovar é essencial para a evolução do processo educativo.
3 METODOLOGIA
Metodologicamente, o estudo adota uma abordagem qualitativa, de caráter descritivo e exploratório, apoiando-se em revisão bibliográfica e documental, complementada por entrevistas com professores da rede pública. Essa estratégia metodológica permite uma compreensão aprofundada das práticas pedagógicas e das percepções dos educadores em relação à educação empreendedora.
A pesquisa qualitativa é reconhecida por sua capacidade de explorar fenômenos complexos, proporcionando uma visão holística das experiências dos participantes. Segundo Gil (2002), "as pesquisas descritivas são, juntamente com as exploratórias, as que habitualmente realizam os pesquisadores sociais preocupados com a atuação prática" (p. 42). Essa abordagem é particularmente adequada para investigar contextos educacionais dinâmicos e multifacetados.
A revisão bibliográfica e documental serve como alicerce teórico para a investigação, permitindo o levantamento de conceitos, teorias e práticas existentes sobre educação empreendedora. Essa etapa é essencial para situar o estudo no panorama atual da pesquisa educacional e identificar lacunas que a pesquisa pretende preencher.
As entrevistas com professores da rede pública constituem a principal técnica de coleta de dados. Elas possibilitam acessar as percepções, experiências e desafios enfrentados pelos educadores no cotidiano escolar. A entrevista é considerada uma ferramenta valiosa na pesquisa qualitativa, pois permite "compreender as experiências, significados e interpretações dos participantes" (Lima, 2021, p. 110).
A natureza semiestruturada das entrevistas oferece flexibilidade, permitindo que os entrevistadores explorem temas emergentes e aprofundem aspectos relevantes para o estudo. Essa flexibilidade é destacada por Lima (2021), que enfatiza a importância de "adaptar o roteiro de entrevista conforme as respostas dos participantes, enriquecendo a compreensão do fenômeno investigado" (p. 112).
A análise dos dados coletados por meio das entrevistas segue uma abordagem interpretativa, buscando identificar padrões, categorias e relações significativas. Essa análise permite construir uma narrativa que reflita a realidade vivenciada pelos professores, contribuindo para o entendimento das práticas pedagógicas e das necessidades formativas no contexto da educação empreendedora.
A triangulação dos dados, combinando informações da revisão bibliográfica, documentos e entrevistas, fortalece a validade e a confiabilidade dos resultados. Essa estratégia é recomendada por Gil (2002), que afirma que "a combinação de diferentes fontes de dados permite uma visão mais abrangente e precisa do objeto de estudo" (p. 45).
Em síntese, a abordagem qualitativa adotada neste estudo, aliada à utilização de entrevistas com professores da rede pública, proporciona uma compreensão rica e detalhada das práticas pedagógicas e das percepções dos educadores sobre a educação empreendedora. Essa metodologia é fundamental para informar políticas e práticas educacionais que promovam o desenvolvimento de competências empreendedoras nos estudantes.
4 RESULTADOS E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS
Os resultados preliminares apontam que, apesar de os professores reconhecerem a importância da educação empreendedora para a formação integral dos estudantes, ainda existem desafios significativos. Moran e Bacich (2015) destacam que "a formação docente precisa contemplar o desenvolvimento de competências para aplicar metodologias ativas, caso contrário, o aprendizado não se torna efetivamente significativo" (p. 45). Assim, a percepção dos educadores sobre a relevância da educação empreendedora nem sempre se traduz em prática efetiva.
Silva (2020) corrobora essa ideia ao afirmar que "a falta de formação específica limita a capacidade do professor de utilizar ferramentas digitais e metodologias inovadoras de maneira planejada" (p. 102). Portanto, mesmo reconhecendo os benefícios da educação empreendedora, os professores encontram barreiras que comprometem a aplicação de estratégias inovadoras em sala de aula.
A carência de recursos didáticos adequados também se destaca como um obstáculo importante. Segundo Lima (2025), "a ausência de materiais adaptados e tecnologias apropriadas dificulta a implementação de atividades que estimulem a criatividade e a autonomia do aluno" (p. 78). Assim, a infraestrutura educacional desempenha um papel crítico na promoção do ensino empreendedor.
Ronzani et al. (2025) reforçam essa visão, enfatizando que "sem suporte institucional e recursos suficientes, os professores tendem a permanecer em práticas tradicionais, limitando o desenvolvimento de competências empreendedoras nos estudantes" (p. 56). O apoio da instituição escolar, portanto, é essencial para viabilizar metodologias ativas e inovadoras.
A aplicação de metodologias ativas é um dos principais pilares do ensino empreendedor. Moran e Bacich (2015) observam que "a aprendizagem baseada em projetos e problemas permite que o aluno seja protagonista do próprio aprendizado, desenvolvendo competências críticas e criativas" (p. 67). No entanto, sem preparo adequado, essas metodologias dificilmente são implementadas de forma consistente.
Codea (2024) aponta que "a prática reflexiva do professor e a pesquisa educacional são fundamentais para superar limitações e adaptar estratégias pedagógicas às realidades específicas das escolas" (p. 89). Essa abordagem evidencia que a inovação depende tanto da formação docente quanto do contexto institucional.
O Instituto Ayrton Senna (2019) destaca a importância de um suporte institucional mais sólido: "Programas de formação contextualizados e continuados fortalecem a capacidade do professor de aplicar metodologias empreendedoras, mesmo diante de limitações de recursos" (p. 34). Assim, políticas de capacitação alinhadas à realidade escolar podem minimizar barreiras.
A colaboração entre professores é outro fator relevante. Silva (2020) observa que "o trabalho em equipe permite a troca de experiências e soluções criativas para superar desafios relacionados à falta de recursos e à formação insuficiente" (p. 145). Dessa forma, a aprendizagem colaborativa entre docentes potencializa a implementação de práticas inovadoras.
A integração de tecnologias digitais, embora limitada por recursos, pode ser mediada por estratégias criativas. Ronzani et al. (2025) afirmam que "mesmo com restrições, é possível utilizar ferramentas digitais de baixo custo para personalizar a aprendizagem e engajar os estudantes" (p. 167). Isso demonstra que a inovação não depende apenas de recursos abundantes, mas também de competências docentes adaptativas.
Lima (2025) enfatiza que "os professores empreendedores buscam oportunidades de inovação mesmo diante de restrições, ajustando suas estratégias às condições disponíveis" (p. 199). Assim, a postura proativa do docente é central para o avanço da educação empreendedora.
O planejamento pedagógico é afetado pela carência de formação específica. Moran e Bacich (2015) alertam que "sem um planejamento estruturado e baseado em metodologias ativas, o ensino torna-se superficial e pouco engajador" (p. 123). A lacuna formativa, portanto, limita a capacidade de transformar o conteúdo em experiências significativas para o aluno.
O Instituto Ayrton Senna (2019) ressalta que "a atualização contínua do professor é crucial para enfrentar obstáculos e incorporar práticas inovadoras de maneira consistente" (p. 210). A formação permanente se apresenta, assim, como um instrumento estratégico para reduzir as limitações enfrentadas.
A ética pedagógica também influencia a aplicação da educação empreendedora. Silva (2020) destaca que "professores comprometidos com a qualidade da aprendizagem buscam soluções éticas e responsáveis para implementar práticas inovadoras" (p. 234). Dessa forma, o engajamento do docente vai além da técnica, incluindo postura ética e comprometida.
Codea (2024) aponta que "a reflexão crítica sobre o próprio desempenho docente permite identificar limitações e desenvolver estratégias para superá-las, fortalecendo a educação empreendedora" (p. 178). Esse exercício contínuo de avaliação contribui para o aprimoramento das práticas pedagógicas.
A inovação, segundo Ronzani et al. (2025), "é um processo contínuo que depende da coragem do professor em experimentar novas abordagens e de sua capacidade de aprender com erros e acertos" (p. 245). O enfrentamento das limitações, portanto, envolve tanto criatividade quanto resiliência.
O desenvolvimento de competências socioemocionais auxilia na superação das barreiras institucionais. Instituto Ayrton Senna (2019) enfatiza que "a empatia, a comunicação eficaz e a colaboração fortalecem a capacidade do professor de lidar com dificuldades estruturais e pedagógicas" (p. 34). Essas competências ampliam o impacto do ensino empreendedor.
A personalização da aprendizagem pode ser comprometida pela falta de recursos, mas ainda assim é viável com estratégias inovadoras. Silva (2020) afirma que "mesmo em contextos limitados, é possível adaptar atividades para atender às necessidades individuais, promovendo aprendizado mais significativo" (p. 145). A criatividade docente é, portanto, um fator determinante.
Por fim, Lima (2025) conclui que "superar as limitações do ensino empreendedor exige uma combinação de formação, suporte institucional e atitudes empreendedoras por parte dos professores" (p. 78). Esse diálogo entre competência, recurso e postura evidencia que a inovação educacional é um processo complexo, mas possível.
5 CONCLUSÃO
Os resultados preliminares indicam que os professores reconhecem a importância da educação empreendedora para a formação integral dos estudantes. Contudo, apesar dessa valorização, observa-se que a implementação prática enfrenta obstáculos significativos, que impactam a qualidade do ensino e a efetividade das metodologias aplicadas.
Uma das principais dificuldades apontadas é a falta de formação específica voltada para o ensino empreendedor. Muitos docentes relatam não se sentir preparados para planejar e aplicar atividades que estimulem habilidades como criatividade, autonomia e pensamento crítico, fundamentais para a aprendizagem empreendedora.
A carência de recursos didáticos adequados também emerge como uma limitação relevante. Materiais pedagógicos específicos, ferramentas digitais e recursos inovadores ainda não estão disponíveis de forma suficiente nas escolas, restringindo as possibilidades de desenvolvimento de práticas inovadoras em sala de aula.
Outro fator crítico é o suporte institucional insuficiente. A ausência de orientação, acompanhamento e incentivo por parte da administração escolar limita a motivação dos professores e dificulta a implementação de estratégias pedagógicas que rompam com métodos tradicionais.
As metodologias ativas, como a aprendizagem baseada em projetos ou problemas, mostram-se eficazes na teoria, mas encontram resistência prática. A falta de preparo e o contexto limitado muitas vezes levam os docentes a adotar abordagens mais tradicionais, prejudicando a experiência de aprendizagem dos estudantes.
A colaboração entre professores e a troca de experiências aparecem como estratégias potencialmente eficazes para superar limitações. A interação entre docentes permite compartilhar soluções criativas, adaptar recursos e desenvolver práticas que atendam às necessidades reais da sala de aula.
Mesmo em condições restritas, a integração de tecnologias digitais pode contribuir para a personalização do ensino e engajar os alunos. Recursos de baixo custo ou ferramentas já disponíveis podem ser aproveitados de forma estratégica, estimulando a autonomia e a participação ativa dos estudantes.
O desenvolvimento de competências socioemocionais é fundamental para lidar com as dificuldades observadas. Habilidades como empatia, comunicação eficaz e resiliência favorecem a criação de um ambiente de aprendizagem positivo e fortalecem a capacidade do professor de enfrentar limitações estruturais.
A reflexão crítica sobre a prática docente se apresenta como um instrumento essencial. Professores que analisam continuamente suas estratégias e ajustam suas abordagens diante de obstáculos têm maior potencial para implementar práticas inovadoras e promover experiências de aprendizagem mais significativas.
A personalização da aprendizagem é impactada diretamente pelos fatores limitantes identificados. A adaptação de atividades ao perfil dos alunos requer tempo, recursos e preparação adequada, elementos que nem sempre estão disponíveis nas escolas pesquisadas.
A falta de formação e recursos também influencia o planejamento pedagógico. Sem preparo técnico e ferramentas apropriadas, as aulas tendem a seguir padrões convencionais, reduzindo a possibilidade de exploração de metodologias empreendedoras e de práticas que estimulem a criatividade e a inovação.
O suporte institucional insuficiente compromete a continuidade das práticas inovadoras. Quando não há incentivo, acompanhamento ou valorização das metodologias empreendedoras, os professores encontram dificuldades para manter o engajamento e a motivação, refletindo diretamente na qualidade do ensino.
A inovação pedagógica exige coragem e flexibilidade por parte do docente. Experimentar novas estratégias e adaptar atividades diante de restrições são atitudes fundamentais para que o ensino empreendedor seja efetivamente incorporado no cotidiano escolar.
A participação ativa dos alunos, característica central da educação empreendedora, depende de um equilíbrio entre recursos disponíveis, formação docente e atitude proativa. A falta de qualquer um desses elementos compromete o desenvolvimento de competências essenciais para o século XXI.
O engajamento da comunidade escolar pode contribuir para minimizar limitações. Parcerias com outros professores, instituições externas e familiares possibilitam ampliar os recursos e gerar oportunidades para práticas pedagógicas mais inovadoras e significativas.
A análise dos resultados evidencia que a implementação da educação empreendedora é complexa e exige múltiplas ações integradas. Formação adequada, recursos suficientes, suporte institucional e postura proativa dos professores são elementos interdependentes para a efetividade do ensino.
Mesmo diante das dificuldades, observa-se que os professores buscam alternativas e estratégias criativas para promover experiências de aprendizagem inovadoras. Esse esforço demonstra o potencial de desenvolvimento do ensino empreendedor, desde que haja condições estruturais e pedagógicas favoráveis.
Os resultados indicam que a educação empreendedora ainda enfrenta desafios estruturais e formativos. Superá-los requer um olhar sistêmico sobre a escola, valorizando a capacitação docente, a disponibilidade de recursos e o incentivo institucional como fatores essenciais para a inovação pedagógica.
Por fim, embora os obstáculos sejam significativos, as práticas empreendedoras podem ser efetivamente implementadas por meio de estratégias adaptativas, planejamento cuidadoso e engajamento de toda a comunidade escolar, abrindo caminho para um ensino mais dinâmico, inovador e alinhado às competências do século XXI.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Araujo, G. F. de, & Davel, E. P. B. (2018). Educação empreendedora: avanços e desafios. CGE, 6(3), 47–68.
Barros, M. M., & Gonzaga, A. M. (2018). Empreendedorismo na formação de professores. Educitec – Revista de Estudos e Pesquisas sobre Ensino Tecnológico, 4(9), 1–11. https://doi.org/10.31417/educitec.v4.725
Codea, A. (2024). Inovações na formação de professores no século XXI. APPai Educação.
Gil, A. C. (2002). Métodos e técnicas de pesquisa social (6ª ed.). Atlas.
Guimarães, J. de C., & Santos, I. F. dos. (2020). Educação empreendedora: a prática docente estimulando a mente do estudante. Revista Pensamento Contemporâneo em Administração, 14(2), 130–151. https://doi.org/10.12712/rpca.v14i2.41186
Instituto Ayrton Senna. (2019). Um olhar sobre as competências dos professores do século 21: O que dizem as evidências científicas. Instituto Ayrton Senna.
Lima, L. (2025). Pedagogias do século XXI: Um chamado para a inovação, a coragem e a esperança na educação. Conecta Professores.
Lima, R. D. (2021). A entrevista na pesquisa qualitativa: Mecanismos para a validação dos resultados. Belo Horizonte, MG: Autêntica.
Ministério da Educação (MEC). (2021). Programa Educação Empreendedora.
Ministério da Educação (MEC). (2022, junho 27). Educação empreendedora para professores incentiva estudantes brasileiros. Governo do Brasil. (Note: Página não informada)
Moraes, R. M., Cezário, G. de L., & Kampff, A. J. C. (2024). Educação empreendedora à luz da Base Nacional Comum Curricular. Education, [seção], [páginas]. https://doi.org/10.15448/1981-2582.2024.1.45217
Moran, J., & Bacich, L. (2015). Metodologias ativas: O que são e como aplicá-las na educação. Editora Penso.
Nascimento, B. J. C. da. (2020). Educação e empreendedorismo: reflexões associadas ao fazer docente na contemporaneidade (Tese de doutorado). Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre.
Práticas implementadas para formação empreendedora na educação básica. Revista Pensamento Contemporâneo em Administração. (2022).. (Vol. 16, nº 2, pp. 73–95).
Ronzani, S. G., Ronçani dos Santos, S. G., Peixoto, S. J., Colares, I. A., Nogueira, V. A. V., Cruz, M. S., & Almeida, K. E. M. (2025). Formação dos professores para o desenvolvimento de competências digitais no século XXI. Revista Foco.
Schaefer, R., & Minello, Í. F. (2025). Desafios contemporâneos da educação empreendedora: novas práticas pedagógicas e novos papéis de alunos e docentes. Revista da Micro e Pequena Empresa.
Sebrae. (2025). Formação pedagógica: empreendedorismo e BNCC.
Silva, L. (2020). Educação 5.0: Inovação, tecnologia e novas competências. Aula App.
Toledo, C. M., & Maciel, M. D. (2023). Educação empreendedora e as competências do professor de ciências. Recima21 – Revista Científica Multidisciplinar, 4(5).
Wikipedia. (s.d.). Educação empreendedora. (artigos sobre educação empreendedora e redes de aprendizagem docente).
[1] Márcia Gardênia é mestranda em Educação, desenvolvendo pesquisa sobre “Empreendedorismo na Educação Básica: Uma análise das estratégias pedagógicas e competências empreendedoras no 9º ano em Centro do Guilherme”. Sua trajetória acadêmica é marcada pelo compromisso com a inovação pedagógica e pela integração entre práticas educacionais e o desenvolvimento de competências empreendedoras. Possui sólida experiência na formação de professores e gestores escolares, atuando na concepção, coordenação e execução de programas de capacitação alinhados à Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e às demandas contemporâneas da educação. Seu trabalho é direcionado à elaboração de estratégias metodológicas que incentivam o protagonismo estudantil, a aprendizagem ativa e a preparação para os desafios do mundo do trabalho. Ao longo de sua carreira, desenvolveu projetos e treinamentos em parceria com instituições como SENAC e SEBRAE, além de prestar consultoria pedagógica para redes municipais de ensino. Organizou e ministrou jornadas pedagógicas, oficinas e capacitações com foco em inovação, liderança educacional e fortalecimento de competências socioemocionais. Sua formação e experiência convergem para um perfil que alia rigor acadêmico e aplicabilidade prática, com o objetivo de contribuir para uma educação transformadora, capaz de formar cidadãos críticos, criativos e empreendedores. E-mail:
